what you see is what you get !

quinta-feira, 22 de abril de 2010

que irracionais *


Não gosto de elevadores !, alias tenho um pavor gigantesco a esse espaço. Lembro-me de quando era pequena perguntar ao meu pai que sitio era aquele em que as pessoas se forçavam a não olhar umas para as outras, e lembro-me de ele me sorrir suavemente, como se também ele tivesse o mesmo sentimento, do tipo: “mas afinal que raio de seres somos nós ?” E ainda hoje me sinto complectamente desconfortavel e medrosa desse sitio. Tenho um medo desmedido do que a nossa especie é, medo da maneira tão pouco social e humana de como as pessoas lidam entre elas. Dizem-nos como animais racionais, mas afinal onde está a racionalidade no meio deste mundo tão animalesco? Fugimos a cada dia da nossa suposta racionalidade, agimos instintivamente como se tivessemos perdido a capacidade de pensar! Fazemo-nos um mal extremo uns aos outros, ja não somos seres pacificos! Será que ainda somos silvícolas em pleno século XXI?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

tanto por dizer *



Tenho uma imensidão de coisas a te dizer, talvez mesmo demasiadas.
Gostaria de chegar perto de ti, e arrancar-me o coração, para que o pudesses ler, simplesmente porque não consigo nem me sinto capaz de te-o dizer. Não tenho adjectivos nem citações para que o possas ouvir e eu tenha a certeza de que nenhuma pluma de sentimento voou, e que recebeste tudo o que eu sinto. Porque eu sei o que sinto, mas tu, sabes? Tu sabes quantas estrelas o meu olhar devora todas as noites, pensando em ti? Sabes quantos raios de sol invadem meu corpo quando me deito na relva, com a alma esbordando de sensações das quais tu me ofereces todos os dias sem dares por tal? Sabes a quantos arrepios minha pele é sujeita? ...
Quero continuar a senti-lo até ter o coração rasgado, até ter a alma rouca, até os meus olhos estarem suficientemente sedentos, para que eu necessite fugir de ti procurando outras afluentes. Mas até la quero-te amar!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

tu sentis-te *


Perguntaste-me o que achei e como vivi todo este pequeno perìodo de tempo, perguntaste-me se pensei mesmo que valia a pena ou se terias sido uma tentativa, pedis-te desculpas por nem sempre seres tu mesmo, mas afirmas-te teres feito muito por isto, mas mesmo assim acrescentando um: "fiz não fiz?". Olhei-te com uma certa ironia, para quem teria acabado de declarar tal com tanta certeza e firmez achei mesmo que esta teria sido a pergunta mais ridicula que alguma vez ouvira, ainda por cima feita na negativa, fechando-me as portas para outras possiveis respostas às quais eu achasse certas. Fizeste-o porque querias ouvir um: "sim, fizeste!" não porque eu o acha-se, mas porque tu o querias. olhei para o chão, e reproduzi o mehor som sìnico que alguma vez conhecera juntamente um ligeiro sorriso ainda mais ironico, e fui-me embora, sem responder a nenhuma das tuas questões, tendo a certeza de que tinhas ficado complectamente esclarecido, e sabes o que é o mais absurdo? eu não deixei voar uma unica palavra, mas tu conseguiste colher todo o meu sentimento, e mais que isso, conseguis-te descodificar toda a mensagem que se filtrava no meu olhar .



quinta-feira, 8 de abril de 2010

esses alguéns , ...


Creio que já não vale a pena continuares a fingir, podes tirar a máscara, já ninguém está a olhar para ti, podes finalmenre entrar em casa e seres quem tu és ou quiseres ser, ninguém te está observando, podes confiar em mim. tu estás bem com isto, eu sei! mas talvez eu não esteja. aliás, não estou! não estou bem nem compreendo o facto de tentares ser alguém para agradares a outros alguéns, que nem sequer alguéns são. Porque afinal, como tu, eles também vão tentando ser outros alguéns com máscaras identicas à que tu acabaste de tirar, e sabes que mais? no fundo, de tanto quererem ser um alguém que agrada a outros alguéns, acabam não sendo ninguém. Estás num ciclo vicioso, e o meu maior medo é que este não tenha fim e distrua o alguém que estás tentando disfarçar, e esse é o unico alguém por quem eu me perdi de amores.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

será culpa minha?



Por vezes gostava que o mundo fosse uma folha de papel, assim como esta, as coisas por ca são tão mais simples. Eu escrevo, ela preenche-se e o que quer que seja que eu diga ela não reclama. Ao contrario desta repugnante vida real, onde todos nos julgam qual seja a nossa ideia, pensamento ou reflexão. Porquê que todos nos julgam desta maneira tão miseravel como se nos conhecessem? Por vezes pensamos conhecer os outros quando nem sequer uma vida chegara para nos conhecermos a nós próprios! E talvez seja isso o que me meta mais medo, o simples facto de nem sempre ter certezas de como os outros vão reagir, mas sobretudo quais sentimentos eu vou dispertar! Porque a cada dia que passa sinto a minha alma ser invadida por sensações bizarras às quais eu gostaria de dar uma resposta, mas que simplesmente não as conheço. Como se também ela tivesse um limite, e quando enxe demasiado faz com que tudo se transborde em fustração e revolta. Será culpa minha? Fica a pergunta, não poderei responder porque mais uma vez não tenho a resposta, nem me conheço o suficiente para a procurar ...








maybe

A minha foto
o meu desejo obscura o meu prazer,